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	<title>Simulado Interdisciplinar</title>
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		<title>Aula Interdisciplinar</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Nov 2011 12:15:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
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		<category><![CDATA[História]]></category>
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		<category><![CDATA[Sociologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Arquivos em powerpoint das apresentações feitas na Aula Inaugural do dia 19 de maio de 2011. Clique aqui para baixar a apresentação &#8211; parte 1 Clique aqui para baixar a apresentação &#8211; parte 2]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Arquivos em powerpoint das apresentações feitas na Aula Inaugural do dia 19 de maio de 2011.</p>
<p><a title="Clique aqui para baixar a apresentação - parte 1" href="http://www.anglosaojose.com.br/ensinomedio/blog/simuladointerdisciplinar/wp-content/uploads/2011/11/1apresentacaoaulainterdisciplinarjapaovfinavflresumoparte1.ppsx">Clique aqui para baixar a apresentação &#8211; parte 1</a></p>
<p><a title="Clique aqui para baixar a apresentação - parte 2" href="http://www.anglosaojose.com.br/ensinomedio/blog/simuladointerdisciplinar/wp-content/uploads/2011/11/1apresentacaoaulainterdisciplinarjapaovfinavflparte2.ppsx">Clique aqui para baixar a apresentação &#8211; parte 2</a></p>
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		<title>Poluição do Ar e Chuva Ácida</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Nov 2011 19:40:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poluição Atmosférica]]></category>

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		<description><![CDATA[Poluição do ar O ar é uma mistura de 78,1% de nitrogênio (N2), 20,9% de oxigênio (O2), uma pequena quantidade de dióxido de carbono (CO2), vapor de água e outros gases residuais e sua poluição pode ser definida como a introdução na atmosfera de qualquer matéria ou energia que venha a alterar as propriedades desse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://www.anglosaojose.com.br/ensinomedio/blog/simuladointerdisciplinar/wp-content/uploads/2011/11/policao.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-132" title="poluicao" src="http://www.anglosaojose.com.br/ensinomedio/blog/simuladointerdisciplinar/wp-content/uploads/2011/11/policao.jpg" alt="" width="458" height="265" /></a></strong></p>
<p><strong><a href="http://www.anglosaojose.com.br/ensinomedio/blog/simuladointerdisciplinar/wp-content/uploads/2011/11/policao.jpg"></a>Poluição do ar</strong></p>
<p>O ar é uma mistura de 78,1% de nitrogênio (N<sub>2</sub>), 20,9% de oxigênio (O<sub>2</sub>), uma pequena quantidade de dióxido de carbono (CO<sub>2</sub>), vapor de água e outros gases residuais e sua poluição pode ser definida como a introdução na atmosfera de qualquer matéria ou energia que venha a alterar as propriedades desse sistema, afetando ou podendo afetar a “saúde” das espécies animais ou vegetais que dela dependem ou tenham contato.</p>
<p>Por longos períodos o planeta terra conseguiu administrar sua própria poluição atmosférica proveniente de fontes naturais, dentre elas erupção de vulcões, queima de florestas e decomposição biológica marinha, pois havia vento suficiente, chuvas e correntes de ar para dispersar estes poluentes; entretanto desde a revolução industrial por meio dos processos de transformações nas formas de produção e o consumo acelerado de combustíveis fósseis o homem aumentou consideravelmente o volume de poluição no ar atmosférico e o sistema de autodepuração natural do planeta não conseguiu se manter levando os índices de poluição aos níveis atuais.</p>
<p>Produzir energia é um dos principais motivos da poluição do ar, pois automóveis, fábricas usinas termoelétricas espalhadas pelo mundo usam, na maioria das vezes, a energia dos combustíveis. Os principais poluentes atmosféricos são os gases tóxicos lançados pelas indústrias e pelos veículos movidos a petróleo e, os compostos tóxicos formados no ar a partir de elementos componentes dos gases desprendidos pelos motores e chaminés reagem com o auxílio da luz, com elementos da atmosfera<sup> [1]</sup>.</p>
<p>Os efeitos causados pela poluição atmosférica são inúmeros, dentre eles aumento do buraco na camada de ozônio, aquecimento global (efeito estufa), mudanças climáticas, inversão térmica e chuva ácida.</p>
<p><strong>Chuva ácida <sup>[2]</sup> </strong></p>
<p>Em áreas não contaminadas por emissões  antropogênicas o pH da chuva é aproximadamente 5,6.  Tal valor se deve ao equilíbrio entre CO<sub>2 (g)</sub> e HCO<sub>3</sub><sup>- </sup>na atmosfera. Quando o pH está abaixo desse valor a chuva é considerada ácida.</p>
<p>H<sub>2</sub>CO<sub>3</sub> H<sup>+ </sup>+ HCO<sub>3</sub><sup>-</sup></p>
<p>Nos Estados Unidos e Europa já foram observadas amostras de chuva com pH &lt; 3 e no Brasil, em medidas efetuadas em amostras de chuvas coletadas em Niterói e no Rio de Janeiro foram encontrados valores de pH entre 4,3 e 5,3.</p>
<p>Compostos químicos têm grande influência na acidez da chuva, dentre eles destacam-se o SO<sub>2</sub>, os óxidos de nitrogênio e ácidos inorgânicos voláteis. O SO<sub>2 </sub>pode sofrer na atmosfera oxidação catalítica, através de H<sub>2</sub>O<sub>2</sub>, O<sub>3</sub> ou radicais OH, resultando na produção de ácido sulfúrico, sendo que a reação pode ocorrer tanto em fase gasosa como em fase líquida (gás dissolvido em microgotas de chuva, nuvens e neblina). Neste tipo de reação, vários metais podem agir como catalisadores</p>
<p>Óxidos de nitrogênio (NO, NO<sub>2</sub> e N<sub>2</sub>O<sub>5</sub>) participam de uma série de reações que produzem ácido nitríco (HNO<sub>3</sub>). A presença ou não de radiação solar pode determinar a predominância de algumas reações:</p>
<p>durante o dia</p>
<p>durante a noite</p>
<p>Exemplos de danos causados pela chuva ácida:</p>
<p>1)       Elevação do pH dos rios e lagos, causando a morte de diversos seres marinhos.</p>
<p>2)       Chuva ácida provoca arraste de metais tóxicos ao solo, como Al e Cu prejudicando a microflora do lagos</p>
<p>3)       Aumento da acidez do solo que compromete florestas.</p>
<p>4)       Monumentos e edifícios são submetidos a duros ataques pela precipitação ácida.</p>
<p><strong> Caroline P. R. Malere </strong></p>
<p><strong>Referências Bibliográficas</strong></p>
<p>[1] Galvão_Filho, J.B. Aspectos Técnicos e Econômicos do Meio Ambiente. ECP consultoria ambiental.</p>
<p>[2] Andrade, J. B.; Sarno, P. Química Ambiental em Ação: Uma Nova Abordagem para Tópicos de Química Relacionados ao Meio Ambiente. Instituto de Química – UFBA, Salvador, Bahia.</p>
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		<title>ENERGIA &#8211; Energia nuclear põe o Brasil na contramão</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Nov 2011 19:29:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poluição Atmosférica]]></category>

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		<description><![CDATA[No momento em que vários países decidem rever seus programas nucleares &#8211; anteontem, a Alemanha anunciou que vai desativar suas usinas até 2022 -, o Brasil toma a direção contrária e decide usar benefícios fiscais para estimular a ampliação de seu programa atômico. Depois do acidente em Fukushima, no Japão, em março último, países como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No momento em que vários países decidem rever seus programas nucleares &#8211; anteontem, a Alemanha anunciou que vai desativar suas usinas até 2022 -, o Brasil toma a direção contrária e decide usar benefícios fiscais para estimular a ampliação de seu programa atômico.<br />
Depois do acidente em Fukushima, no Japão, em março último, países como Suíça, Bélgica e China cancelaram ou suspenderam novas licenças para a construção de usinas. Enquanto isso, o Brasil está construindo Angra 3 e a Câmara dos Deputados aprovou, semana passada, medida provisória que concede incentivos fiscais para compra de equipamentos a serem usados na geração nuclear.</p>
<p>A MP 517 ainda será votada no Senado. Além disso, o governo Dilma Rousseff deve manter a estratégia de mais quatro usinas até 2030, como previsto no Plano Nacional de Energia (PNE) 2030, hoje em revisão. Ao lado de Angra 1, 2 e 3, as novas unidades dobrariam a fatia da fonte nuclear na geração de eletricidade, para 5%.</p>
<p>O avanço da participação nuclear na matriz elétrica, bem como a expansão do gás natural (de 2,6% em 2009 para 8%), se daria ao custo da retração da fatia da hidreletricidade, fonte limpa e barata (de 85% para 78%). A energia vinda da biomassa e dos ventos também sofreriam uma leve redução. Juntas, elas respondiam por 5,7% em 2009 e cairão a 5% em 2030. É justamente nestas duas fontes que o Brasil deveria investir para conter o avanço nuclear, diz José Goldemberg, do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP.</p>
<p>- A energia da biomassa e dos ventos deve ser mais bem aproveitada. Além disso, programas de eficiência energética devem ser implementados. Após o acidente da usina nuclear japonesa de Fukushima, os países discutem se mantêm ou não seus programas nucleares. Não é o momento de expandi-lo.</p>
<p>Rejeitos ainda não têm destino final</p>
<p>O diretor da Coppe/UFRJ e ex-presidente da Eletronuclear, Luiz Pinguelli Rosa, engrossa o coro dos contrários à expansão do programa nuclear brasileiro. Para ele, não é apenas uma questão de segurança, mas também de preço. Nos seus cálculos, o custo da energia hidráulica está em cerca de R$78 o Megawatt-hora (Mw/h), considerando os projetos de Belo Monte (PA) e o complexo do Rio Madeira (RO). A tarifa da energia eólica e da gerada a partir do gás natural está em torno de R$150 o Mw/h e a da energia nuclear giraria em torno de R$250 o Mw/h, considerando o investimento em Angra 3, de R$9,9 bilhões.</p>
<p>- A energia nuclear não emite gases de efeito estufa, mas é cara no Brasil. Além disso, após Fukushima, outras diretrizes de segurança podem ser tomadas &#8211; diz Pinguelli.</p>
<p>A subsecretária de Economia Verde do Estado do Rio e vice-presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Suzana Kahn, lembra a incerteza quanto ao destino dos rejeitos radioativos.</p>
<p>- Em estudos recentes, o IPCC indica que as fontes renováveis dão conta do aumento da demanda mundial de energia até 2050. Não concordo que a nuclear seja uma opção para já. E tem uma questão que não está equacionada: o lixo radioativo.</p>
<p>Não há no mundo depósitos definitivos para abrigar os resíduos de alta radioatividade.</p>
<p>Os partidários da energia nuclear dizem que o potencial hidrelétrico no Brasil estará esgotado em 2025 e que essa opção será necessária para a segurança energética. Lembram o caráter político da decisão alemã, uma vez que a coalizão verde e social-democrata já aprovara, há 11 anos, proposta que encerraria a era nuclear. A chanceler Angela Merkel resistia em seguir a determinação, mas voltou atrás para obter simpatia dos verdes.</p>
<p>- Não adianta o Brasil tomar uma decisão com viés emocional. O problema com Fukushima não foi a tecnologia nuclear, e sim um erro de projeto &#8211; diz o presidente da Associação Brasileira de Energia Nuclear (Aben), Edson Kuramoto.</p>
<p>Das quatro usinas que constam do PNE 2030, duas seriam no Nordeste e outras duas no Sudeste. A Eletronuclear já identificou 40 áreas onde as elas poderiam ser erguidas. Apenas quatro estados (AC, MS, RN e PR) ficaram de fora, segundo o assessor da presidência da estatal, Leonam Guimarães:</p>
<p>- A decisão alemã não muda a necessidade energética brasileira. Mas vamos esperar a revisão do PNE para saber em que áreas faremos estudos mais aprofundados.</p>
<p>Tudo indica que não haverá mudanças nas diretrizes na política energética brasileira. A área técnica do governo, porém, não descarta a possibilidade de haver algum impacto da decisão no Brasil, devido ao aumento de exigências em termos de custos com segurança daqui em diante. Em avaliação preliminar, o governo considera que a Alemanha está sendo movida por pressões políticas e que a decisão não será seguida por atores importantes, como os franceses, muito dependentes de energia nuclear.</p>
<p>- O mundo não vai acabar &#8211; disse um alto funcionário.</p>
<p>Congresso: cautela com novas usinas</p>
<p>O secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Altino Ventura Filho considera que não haverá impacto nas usinas brasileiras. Ele explicou que a tecnologia de Angra 3 é a mais utilizada no mundo, a mesma de Angra 2, e lembrou que a decisão alemã era esperada. De fato, em almoço com o presidente da Alemanha, Christian Wulff mês passado, Dilma foi alertada para tal. Ela teria feito um apelo a Wulff para que seja mantido o crédito de exportação conferido pelo governo alemão à empresa francesa Areva, responsável por fornecer à Eletronuclear os equipamentos de Angra 3.</p>
<p>Deputados e senadores dos maiores partidos consideram que as obras de Angra 3 devem continuar. Mas defendem que novas usinas devem ser analisadas no Congresso e na academia. O vice-líder do PPS, deputado Arnaldo Jardim (SP), classificou a atitude da Alemanha de &#8220;demagógica&#8221;. Já o líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP), defendeu a criação de uma comissão especial para tratar das atuais usinas. E o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), considera que o país tem que avaliar a necessidade das usinas nucleares:</p>
<p>- A MP 517 é para a conclusão de Angra 3, não interfere em outras usinas &#8211; disse ele, relator da MP no Senado.</p>
<p>O PV, que é contra programas nucleares, está colhendo assinaturas para aprovar um plebiscito sobre a instalação de novas usinas no país.</p>
<p><em>Por: Danielle Nogueira, Eliane Oliveira e Mônica Tavares</p>
<p>Colaboração: Emanuel Alencar e Isabel Braga</em></p>
<p><strong>Fonte:</strong> O Globo (1/6/2011)</p>
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		<title>Um país em choque</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Oct 2011 17:02:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Química]]></category>

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		<description><![CDATA[Duas semanas depois, começa a ficar mais clara a verdadeira dimensão da catástrofe que continua a abalar o Japão e o mundo, embora não chegue a justificar o terror apocalíptico que a mídia mais sensacionalista procura alimentar e explorar. Foi sugerido, inclusive em programas de televisão de grande audiência, que um desastre como o de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Duas semanas depois, começa a ficar mais clara a verdadeira dimensão da catástrofe que continua a abalar o Japão e o mundo, embora não chegue a justificar o terror apocalíptico que a mídia mais sensacionalista procura alimentar e explorar.<br />
Foi sugerido, inclusive em programas de televisão de grande audiência, que um desastre como o de Fukushima pode repetir Chernobyl, que produziu centenas de vezes mais radiação que a bomba atômica de Hiroshima. É preciso esclarecer: isso é tecnicamente verdade, mas não significa que o acidente na usina ucraniana tenha sido pior que uma arma nuclear.</p>
<p>Chernobyl espalhou (segundo estimativas da AIEA) cerca de 400 vezes mais radiação que o Little Boy de 1945. Mas, pelo mesmo critério, a radiação absorvida por toda a população da Europa de fontes naturais é equivalente a seis Chernobyls por ano. Evidentemente, isso não significa que o continente sofra o equivalente a um bombardeio anual por mais de 2 mil bombas atômicas. Essa radioatividade natural é aceita como inofensiva, por ser difusa e permanente. A radiação de Chernobyl foi e é mais perigosa, por ser mais concentrada no tempo e no espaço, mas ainda assim não se compara com a concentração muitíssimo maior de uma bomba.</p>
<p>Nos primeiros dias de uma explosão nuclear, a radiação é centenas de vezes mais intensa que a de um acidente numa usina, para depois declinar para níveis comparáveis ou mais baixos. Dos 350 mil habitantes de Hiroshima, cerca de 160 mil morreram da explosão de 6 de agosto até o fim do ano de 1945 – 70 mil imediatamente, 60 mil de queimaduras e traumas e 30 mil de puro envenenamento radioativo – e mais 40 mil nos cinco anos seguintes. Estima-se que, além disso, mil morreram de câncer a longo prazo.</p>
<p>Em Chernobyl morreram algumas dezenas de pessoas nas primeiras semanas do acidente e algumas centenas até 1998. Estima-se que a radioatividade ambiental provocará quatro mil mortes adicionais (principalmente por câncer de tiroide) no longo prazo entre os 600 mil habitantes da região afetada.</p>
<p>A usina de Chernobyl tinha quatro reatores, um dos quais sofreu derretimento do núcleo. Os outros três continuaram a operar, mesmo depois que a população foi evacuada. Havia escassez de eletricidade na região e, apesar de os níveis de radiação serem insalubres, as autoridades decidiram manter a usina em funcionamento. Só foi definitivamente fechada em 1999, 13 anos depois do acidente e 8 depois do fim da União Soviética. Não se compara a Hiroshima, onde 69% da cidade foi arrasada e 7% seriamente danificada.</p>
<p>Isso também não significa, bem entendido, que a crise nuclear em Fukushima possa ser banalizada, embora o escritor e ambientalista George Monbiot tenha chegado, no Guardian, a escrever que ela é um bom argumento em favor do uso da energia nuclear, visto que após a combinação de um terremoto e tsunami gigantescos (a onda chegou a 23 metros, 14 ao impactar a usina) com um legado de projetos deficientes e gambiarras para reduzir custos, não houve nenhuma morte por radiação “até onde sabemos”.</p>
<p>Todos morrem mais cedo ou mais tarde, 20% a 30% por câncer (nos países ricos), mas não se pode dar de ombros ao risco de milhares de mortes desnecessariamente precoces e ao risco de morte por envenenamento radioativo a que estão expostos os cerca de 180 trabalhadores que permanecem na usina, tentando amenizar a catástrofe.</p>
<p>A contaminação radioativa na água de Tóquio, a 240 quilômetros de distância, bastou para o governo recomendar aos pais não a darem a bebês de menos de 1 ano. Leite, água e verduras a até 120 quilômetros de Fukushima mostram índices de radiação acima do normalmente tolerado. Também foi encontrado iodo radioativo na água do mar, ameaçando a indústria da pesca.<br />
Os Estados Unidos e Hong Kong proibiram a importação de certos alimentos de várias províncias do Japão e 25 países retiraram suas embaixadas de Tóquio. Parte do território japonês pode se tornar imprópria para a agricultura e evitada para residência e turismo por muitos anos, desorganizando a vida de dezenas de milhares – talvez mais de 1 milhão de habitantes, se considerada a zona de exclusão de 80 quilômetros recomendada pelos EUA a seus militares e cidadãos no Japão, o quádruplo do indicado por Tóquio.</p>
<p>As usinas nucleares têm-se mostrado sistematicamente mais caras e menos duráveis na prática do que deveriam ser no papel e inviáveis sem subsídio estatal. Segundo um estudo de 2008 do Keystone Center, a energia que produzem tem custado 30 centavos de dólar por quilowatt-hora nos primeiros 13 anos e 18 no resto da vida útil, enquanto a maioria das fontes convencionais (inclusive hidroelétrica e eólica) custa menos de 10.</p>
<p>A vida útil estimada dos reatores sempre foi de 40 a 60 anos, mas, na prática, segundo Emico Okuno, do Departamento de Física Nuclear da USP, tem sido de 13,9 anos nos EUA, 13,8 na Alemanha e 19,6 na França, por razões econômicas ou acidentes menores que tornaram sua operação arriscada. A desmontagem de reatores é tão cara quanto sua construção. E isso sem falar nas perdas impostas ao Estado e a outros setores da economia por um acidente grave. Nem no custo de novas medidas para tornar um acidente menos provável, quando as normas existentes continuam a ser burladas.</p>
<p>A Tepco, operadora de Fukushima, teve de admitir a reincidência em negligência grave, razão pela qual tinha sido obrigada, em 2002, a paralisar suas usinas nucleares para revisão e demitir 35 executivos e técnicos. Há muito mais hastes de combustível usadas nos tanques de armazenamento do que tinham sido projetados para conter. Para tentar preservar os reatores, a empresa recusou a ajuda dos Estados Unidos e adiou por dias a decisão de resfriar os reatores danificados com água salgada (o que os inutiliza definitivamente), agravando o problema. A empresa também reconheceu que deixou de realizar inspeções obrigatórias de várias partes do equipamento, inclusive bombas de emergência, por causa da pressão da direção para cortar custos.</p>
<p>Por tudo isso, Angela Merkel, primeira-ministra da Alemanha, depois de suspender o funcionamento de 7 das 17 usinas do país, declarou no dia 23 que Fukushima mostra que “é melhor abandonar a energia nuclear tão rápido quanto seja possível”. Se não por convicção, terá sido pela necessidade de responder ao discurso dos Verdes, que saltaram de 3% para 7% nas eleições do dia 20 na Saxônia-Anhalt, estado tradicionalmente indiferente a questões ambientais, e de 5% para 25% das intenções de voto para as eleições em Baden-Württemberg, outro tradicional bastião conservador, dia 27.</p>
<p>A usina de Fukushima não estava inteiramente segurada e o custo do desastre, tanto para a Tepco quanto para as pessoas afetadas, deve acabar na conta do governo. Podem ser mais 15 bilhões a 35 bilhões de dólares a somar ao custo da reconstrução do país, cuja primeira estimativa oficial é de 185 bilhões a 308 bilhões de dólares e que, segundo o Banco Mundial, deve demandar cinco anos.</p>
<p>A eficiência japonesa mostrou ter limites. A busca de eficiência, inclusive no uso de espaço, mostrou-se contraproducente ao deixar equipamentos vitais em locais vulneráveis à inundação e acumular perigosamente material radioativo. A especialização e o sistema de produção just-in-time, com estoques baixos, significaram a paralisação quase imediata de linhas de produção em todo o país e também em fábricas japonesas no exterior, visto que mesmo as unidades não afetadas dependiam de fabricantes em áreas expostas ao terremoto, que foram danificadas ou ficaram sem água e energia.</p>
<p>A própria região de Tóquio, coração da economia japonesa, está sujeita a blecautes em rodízio de três horas diárias, além de apagões inesperados. A incerteza no fornecimento mantém muitas indústrias paradas ou em ritmo baixo e forçou hotéis a fechar ou limitar seus serviços. Segundo a Tepco, essa situação deve durar ao menos um ano.</p>
<p>Os itens mais críticos são componentes eletrônicos de alto valor agregado, muitos dos quais produzidos apenas no Japão, que respondia por 57% das bolachas de silício e 20% dos semicondutores do mundo. Embora pesem pouco no custo final, tornaram-se indispensáveis a automóveis, eletrodomésticos, celulares e eletrônicos modernos, japoneses ou não. Não só a Toyota parou toda a produção no Japão e poderá ter de suspendê-la também nos EUA, como a GM foi forçada a parar fábricas na Louisiana e Espanha e reduzir drasticamente seu ritmo na Alemanha e outras partes.</p>
<p>Cresce o descontentamento dos cidadãos com a lentidão do retorno dos serviços básicos de comunicação, transportes, energia e água, e a burocracia estatal herdada de décadas de hegemonia do Partido Liberal-Democrata faz corpo mole para colaborar com o atual governo, do Partido Democrático.</p>
<p>O número oficial de mortos e desaparecidos na quinta 24 chegava a 27,4 mil e tudo indica que ainda vai crescer muito. Socorro, remédios e alimentos custam a chegar a locais isolados. Muitos sobreviventes do terremoto morrem nos hospitais por falta de medicamentos e calefação. Casos de roubo e violência, ainda raros, começam a ser registrados. O governo começa a preocupar-se também com o número de órfãos. As sequelas psicológicas, econômicas e políticas do trauma durarão ainda muitos anos. </p>
<p>Antonio Luiz M.C.Costa<br />
Editor de internacional de CartaCapital e também escreve sobre ciência e ficção científica.</p>
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		<title>Vídeo sobre a formação de um Tsunami</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Oct 2011 12:51:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Geografia]]></category>

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		<description><![CDATA[Vídeo utilizado na Aula Interdisciplinar, mostrando a formação de um tsunami. Tsunami &#8211; vídeo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vídeo utilizado na Aula Interdisciplinar, mostrando a formação de um tsunami.</p>
<p><a href="http://www.anglosaojose.com.br/ensinomedio/blog/simuladointerdisciplinar/wp-content/uploads/2011/10/tsunamiiii.wmv" target="_blank">Tsunami &#8211; vídeo</a></p>
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